No Brasil, um brasileiro morre a cada duas horas devido à Doença Renal Crônica (DRC). O número impressiona, mas a realidade é ainda mais alarmante: estima-se que 10 milhões de pessoas tenham a doença, muitas delas sem sequer saber. Esse problema de saúde pública cresce silenciosamente, colocando milhões de vidas em risco e desafiando gestores municipais a reforçarem a prevenção e o tratamento nos serviços de saúde.
A Doença Renal Crônica e Seus Riscos
A Doença Renal Crônica acontece quando os rins perdem, progressivamente, sua capacidade de filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do organismo. O grande perigo é que a doença avança sem sintomas claros nos estágios iniciais. Quando detectada tardiamente, o paciente pode precisar de diálise ou até mesmo de um transplante renal para sobreviver.
Entre os principais fatores de risco estão:
- Hipertensão arterial – pode danificar os vasos sanguíneos dos rins ao longo do tempo.
- Diabetes – o excesso de glicose no sangue sobrecarrega os rins, comprometendo sua função.
- Histórico familiar de doença renal – a genética pode desempenhar um papel importante.
- Uso excessivo de anti-inflamatórios – esses medicamentos podem prejudicar os rins quando consumidos em excesso.
- Baixo consumo de água e alimentação não saudável – hábitos que podem sobrecarregar os rins.
O Papel dos Gestores Municipais e das Secretarias de Saúde
O enfrentamento da Doença Renal Crônica passa diretamente pela atuação dos gestores municipais e das secretarias de saúde, que são responsáveis por estruturar e fortalecer a atenção primária. Algumas ações essenciais incluem:
Fortalecimento da Atenção Básica – Os postos de saúde são a porta de entrada do SUS e devem estar preparados para rastrear e monitorar pacientes com fatores de risco para DRC. Treinar as equipes para identificar precocemente a doença é fundamental.
Monitoramento de Indicadores de Saúde – Acompanhar a incidência de hipertensão, diabetes e doenças renais na população local permite uma melhor alocação de recursos e criação de políticas públicas mais eficazes.
Disponibilização de Exames Preventivos – A rede municipal deve garantir acesso a exames como creatinina sérica e taxa de filtração glomerular, fundamentais para o diagnóstico precoce.
Campanhas de Conscientização – Educar a população sobre os fatores de risco da doença renal e incentivar hábitos saudáveis pode reduzir drasticamente o número de novos casos.
Acesso a Tratamento e Regulação de Pacientes – Para os pacientes que já possuem DRC, é essencial garantir acompanhamento especializado e acesso à terapia renal substitutiva (diálise e transplante) quando necessário.
O SUS e a Importância da Prevenção
O Sistema Único de Saúde (SUS) desempenha um papel crucial no tratamento da Doença Renal Crônica, registrando mais de 580 mil atendimentos nos últimos anos. Mas, além de tratar, o grande desafio é prevenir.
Evitar o avanço da doença significa menos sofrimento para os pacientes e menos sobrecarga para o sistema de saúde. E isso começa nos municípios, com a atenção primária funcionando de forma eficiente.
Neste Dia Mundial do Rim, gestores e profissionais de saúde têm um papel essencial: fortalecer a prevenção! Compartilhe essa informação e ajude a salvar vidas.